Entevista com Juliano Dalla

Juliano Dalla faz parte da diretoria do Clube do Fusca de Poços de Caldas – MG

Um pouco da historia do Juliano Dalla com Fusca

Minha historia com o Fusca….
Eu sempre tive vontade de possuir um veiculo antigo e um Fusca…
O fusca pelas historias que meu pai contava, meu avo.. sempre me parecia (e é) um carro valente e muito bom…
Queria um carro que não tivesse muita coisa a fazer.. pois em Poços não temos “especialista” em restaurações..
Um dia um amigo do meu pai foi ate em casa e disse sobre este Fusca que era como queríamos.. único dono, todo original.. fomos na casa da pessoas e realmente era aquilo que esperávamos… foi paixão a primeira vista… Esta visita foi em um sábado.. no domingo fomos buscar o carro…
Ele realmente é muito novo e original…
Hoje tenho este carro e mais uma lambretta 1966…
Mas não vamos parar por ai.. a próxima aquisição será um carro com motor V8.. um Dodge…
Pois esta muito difícil encontrar um fusca pré 53 em condições de uso e preço !!!
Mas o sonho da família (pai e irmão) é novamente um karmann ghia… Já estamos de olho em um carro..rsrsrS”

1 – Qual é história mais marcante sobre Fusca para você?
R: A história mais marcante foi o reinicio da fabricação do Fusca em 2003. Para nós desde 1986, isto seria quase que impossível… Mas como fusqueiro isto foi uma vitória… Pois sabíamos do potencial do carro. Mas muitos criticaram este reinicio da fabricação.. e em 2006 levou ao fim da produção.

2 – Qual modelo, época ou detalhe do Fusca que mais te atrai?
R: Gostos dos Fuscas pré 53, aqueles fuscas com dois vidros na traseira.. são os mais charmosos.
Mas gosto também do fusca 1962 da cor azul pastel, na minha opinião a cor mais bonita que já foi fabricada para o Fusca.

3 – Como você começou a se interessar por antigomobilismo?
R: Bem, como todo brasileiro sou apaixonado por carros desde pequeno… Meu pai tinha um estacionamento de veiculos.. e um dia apareceu um cliente com Karmann Ghia em troca de um veiculo exposto no estacionamento.. Meu pai efetuou a troca, e este carro acabou ficando com meu irmão (vindo a ser vendido mais tarde sem eu saber)… E depois deste carro comecei a me interessar por veiculos antigos.. comecei a pesquisar em livros, revistas, etc… E meu pai começou a me levar em encontros de veiculos antigos..Isto foi por volta de 1988… Depois disto fui contaminado pela “ferrugem” não teve como…

4 – Você participa com o seu Fusca de encontros de antigomobilismo? Você poderia nos contar alguns pontos ou histórias marcantes que acontecem nessas feiras?
R: Sim.. Mesmo meu carro sendo um fusca 1200cc 6volts, sempre que posso participo com meu carro. O mais gostoso neste tipo de encontro são as pessoas que vem conversar com você e contam historias sobre o carro.. do tipo “…aaa eu em 19xx tinha um carro deste e viajava para lugar x, lugar y, etc”.. é muito gostoso ouvir estas historias…

5 – Sabemos que existem muitos encontros pelo Brasil de Antigomobilismo, gostaríamos de saber quais são os pontos positivos desses encontros para os amantes de Fusca. (?)
R: Hoje em dia infelizmente o Fusca para muitos é discriminado em alguns encontros.. Alguns não consideram o Fusca como sendo um carro antigo.. É porque desconhecem a verdadeira historia do carro.. não sabem o seu valor para a industria automobilística no mundo. O Fusca foi uma revolução para época.
Em alguns encontros os Fuscas são colocados em “cantos” de eventos ficando “meio que de lado”….
Mas vale ressaltar que nestes encontros de antigomobilismo vale o encontro com amigos, clubes, etc… isto é muito gratificante.

6 – O que você acha que mais tem a ver com Fusca? (pode ser uma musica, um estilo ou qualquer outro assunto que lhe venha na cabeça)
R: A simplicidade.. acho que isto tem muito a ver comigo…

janeiro 9, 2009 at 11:28 pm 2 comentários

Vejo Fusca aonde quer que eu vá

Essa é uma confissão de alguém que não gostava de Fuscas. Minha mãe já me ofereceu várias vezes para me dar um Fusca, mas eu não o considerava nem um carro.

Daí veio um trabalho sobre Fusca, e tive que pesquisar histórias a respeito, além da história do próprio carro. E vi tudo o que foi feito, tudo o que foi desenvolvido para chegar até o que ele chegou hoje, e toda sua qualidade. Aprendendo um pouco mais sobre o bichinho, passei a admirá-lo.

Fizemos esse grande projeto, uma homenagem ao Fusca. Tudo estaria bem, mas agora eu vejo Fuscas por todos os lados! Aonde quer que eu vá, aonde quer que eu olhe, lá está um Fusca, de todos os tipos! Postei também na seção de fotos alguns Fuscas que eu já vi por aí. Espero que não seja uma psicose! : D

dezembro 29, 2008 at 11:27 pm 1 comentário

Dureza Financeira

O ano era o de 1969 e eu acabara de adquirir o meu tão sonhado (e financeiramente possível) Volkswagen 1964, modelo 1200. Recebi, em minha casa, em Santa Tereza, no Rio de Janeiro, exatamente no DIA DAS MÃES, e eu parecia feliz como uma.

Tinha trabalhado duro por mais de 8 meses para conseguir comprar essa beleza, e agora estava a zero na conta bancária. Nesse diz em que comprei o carro, organizei uma pequena festa particular, apenas para os familiares mais próximos, para comemorar esse novo passo na minha vida e da minha noiva. Minha noiva, aliás, estava mais alegre que o de costume, mas achei que fosse por causa do mais novo membro adiquirido para a família. Almoço bom, conversa vai, conversa vem, e minha noiva cada vez mais alegre. Pensei: que bom, ela gostou do carro, mal deve estar esperando para dar uma volta…

De repente, ela pede alguns minutos para falar alguma coisa. Pensei: ela vai falar do carro, e desse novo começo da nossa vida… E ela anuncia que, em pleno Dia das Mães, descobriu que estava grávida! Toda aquela alegria, aquela euforia… era esse o motivo! E como dizer agora que estávamos mais lisos do que quiabo? Como arcar com as despesas de uma gravidez desses jeito?

Fiquei extremamente feliz com a notícia, mas não consegui dormir naquela noite, pensando no que iria fazer. Só tinha uma opção: vender o Fusca.

Como havia pensado, com dor no coração de ver meu sonho indo embora, vendi meu Fuca 64 para meu cunhado, que prometeu que me venderia de volta quando eu tivesse dinheiro (se é que eu teria dinheiro suficiente para comprá-lo de novo algum dia).

Meu filho nasceu com saúde e trouxe muita alegria para minha casa. No dia de seu nascimento, meu cunhado veio correndo nos buscar com seu Fusca 64 para que fôssemos mais depressa ao hospital. Foi com esse mesmo Fusca que fomos levados de volta pra casa, carrgando nosso filho Pedro.

Hoje, estou casado há 33 anos com minha esposa, mãe de Pedro. Meu Fusca 64 não é meu, mas de Pedro. Dez anos depois de seu nascimento, comprei o Fusca de volta de meu cunhado e, 12 anos depois, dei-o para meu filho, seu primeiro carro.

dezembro 19, 2008 at 11:27 pm 2 comentários

“O Resgate”

Certa vez, fomos viajar para Caraguatatuba, onde meu pai era sócio de uma colônia de férias. Pois bem, minha família e a família em peso do meu primo estavam dispostos

a ir. Meu pai tinha um fusca 70 vermelho nessa época e meu tio um monza.

No meio da viagem, estavamos a 30 minutos de chegar á praia, quando desciamos a serra o monza do meu tio no qual encontravam-se 5 pessoas, quebra e nada

fazia o coitado sair do lugar.

Meu pai vinha logo atrás com 4 pessoas dentro do fusquinha parou para ajudar.

Não podiamos ficar ali no acostamento da serra que era muito perigoso, foi quando meu pai mandou o máximo de pessoas para dentro do fusquinha para podermos sair dali, ficaram 5 pessoas somente atrás, um aperto que só, um no colo do outro, e como não podíamos deixar o monza ali, meu pai pegou uma corda (não lembro de qual material) do capô para puxar o pobre monza. Meu tio foi freiando enquanto meu pai guiava o fusquinha, que aguentou até chegarmos a colônia fora o peso de todas as pessoas que ali estavam. Chegando na colônia meu tio levou o monza para arrumar, e contando toda a história para o mecânico, ele disse que o fusca foi um herói que aguentou o “tranco”, e nós ficamos a viagem inteira falando do “fusquerói” e do “monzúdito” :

dezembro 9, 2008 at 11:26 pm Deixe um comentário

“Movido a música….”

É inacreditável, mas passei boa parte da minha infância andando de fusca com meu pai e era sagrado escutar Jhonny Rivers. Há muitos que falem de fusca e lembrem da saudosa e temática “fuscão preto, você é feito de aço”…mas no meu caso, falou em música tema do fusca, já lembro de “Do you wanna dance….”, minha mãe sempre reclamava que aquele disco ou melhor fita K7 iria furar, mas não estávamos nem aí, meu pai dizia que o fusquinha era movido a Jhonny Rivers.

Certo dia, minha mãe pegou o fusca para ir ao mercado,e voltando de lá, não sei se era cisma do carrinho, mas ele não queria pegar de jeito nenhum. Minha mãe tanto insistiu que acabou tendo que ir ao orelhão ligar para o mecânico. Foi quando eu liguei o rádio e comecei a escutar a fita (só para variar um pouco), resolvi ligar o carro para brincar de motorista, e para minha surpresa o que acontece?…Sim, ele liga!

Sai correndo atrás da minha mãe, até hoje não entendi nada do que aconteceu, mas antes mesmo que o mecânico chegasse, tivemos que ligar e avisar que já estava tudo bem.

Eita fusca musical sô!

novembro 29, 2008 at 11:26 pm Deixe um comentário

Até sem marcha ele anda

Essa historia não é comigo, mas meu pai já contou um monte de vezes. Certa vez meu pai foi na casa da minha avó ver minha mãe, na época do namoro, tudo muito bom, almoço de domingo, família reunida, aquela festa toda. Depois de namorar, comer tudo mais meu pai pegou seu Fusca 69 rebaixado, moto 1800, roda e vidro verde, foi pra casa, segunda dia de trabalho. Nessa época minha mãe e avó moravam em São Caetano, durante a volta a alavanca do cambio quebrou, com qualquer carro seria impossível andar sem ir pra oficina antes, mas meu pai pegou uma chave de fenda e fez de alavanca de cambio, e o carro tava até andando, mas pegou uma subida e o carro não ia mesmo, meu pai virou de ré e foi embora. Consegui até chegar em casa, com que carro mais ia conseguir fazer isso. Só Fusca mesmo.

novembro 19, 2008 at 11:25 pm 1 comentário

Lava Fusca

Certa vez sai no meu Fusca 1976 branco para trabalhar junto com meu pai, meu pai já é técnico de maquina de lavar roupa há 30 anos, nesse manhã tínhamos 3 serviços, um em Pinheiros, outro na Lapa e último no Itaim Bibi, no primeiro serviço retiramos para oficina uma lava-louça, colocamos no banco de traz. No segundo serviço retiramos outra lava-louça, no banco do Fusca já tinha duas lavas-louças. Chegou no último serviço da manhã, já estava feliz porque logo voltaria para casa pra almoçar, chegamos na casa da cliente, verificamos o problema e ela aceito o orçamento, até ai tudo bem, mas tinha que retirar a lava-roupa, meu pai não queria voltar depois pra retirar, então colocamos a lava-roupa no banco de traz, uma lava-louça a traz toda torta, sentei no banco do passageiro e coloquei a outra lava-louça no meu colo, fiquei tão espremido que a porta do carro nem queria fechar, meu pai pegou o volante e fomo pra oficina do meu pai, parecia que eramos atração de circo, todo mundo olhando, inclusive um motoboy parou do nosso lado e falou “caramba, como conseguiram isso”. Só no Fusca mesmo, ele faz milagre, e é pau pra toda obra.

Ps: Durante o caminho pra completar caiu a ponteira do escapamento e ficou fazendo muito barulho.

novembro 9, 2008 at 11:25 pm Deixe um comentário

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